Porque é que a hipertensão não avisa?

Porque é que a hipertensão não avisa?
17 de Maio, 2026

Porque é que a hipertensão não avisa?

Ao contrário de uma dor, de uma febre ou de uma infeção, a pressão arterial elevada pode não causar um sinal evidente no momento em que está a acontecer.

E é precisamente isso que a torna tão importante de acompanhar.

A hipertensão não costuma “gritar”. Muitas vezes, atua de forma discreta: a cada dia, o sangue circula com mais pressão sobre as paredes das artérias, obrigando o coração e os vasos sanguíneos a trabalhar sob maior esforço.

O corpo pode adaptar-se. A pessoa pode continuar a trabalhar, conduzir, caminhar, cuidar da família, fazer a sua vida normal, sem sentir que algo está errado.

Mas ausência de sintomas não significa ausência de impacto.

Com o tempo, a pressão arterial elevada pode afetar órgãos que dependem de vasos sanguíneos saudáveis: o coração, o cérebro, os rins e os olhos. Cuidar da pressão arterial é também da qualidade de vida.

No Dia Mundial da Hipertensão, assinalado a 17 de maio, reforçamos a importância de olhar para este tema com regularidade e responsabilidade: conhecer, acompanhar e procurar orientação quando existem dúvidas ou alterações.

Por isso, a pergunta mais importante talvez não seja “sinto alguma coisa?”, mas sim:

“Tenho acompanhado a minha pressão arterial?”
“Sei se os meus valores estão dentro do esperado para mim?”
“Já falei com o meu profissional de saúde sobre este tema?”

Prevenir não é viver com medo.
É conhecer, acompanhar e agir a tempo.

Na dúvida, fale com o seu profissional de saúde.

Por Dra. Dina Carvalho

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