Dia do Euromelanoma: A pele também tem memória

Dia do Euromelanoma: A pele também tem memória
11 de Maio, 2026

Dia do Euromelanoma: A pele também tem memória

No âmbito do Dia do Euromelanoma, o Terra Quente Saúde reforça a importância de olhar para a pele com atenção ao longo de todo o ano, não apenas nos dias de maior exposição solar.

A pele acompanha-nos todos os dias. Protege-nos, muda connosco e guarda marcas da nossa história: sinais, manchas, sardas, pequenas alterações, exposição solar acumulada e, por vezes, lesões que merecem ser observadas com maior cuidado.

Quando se fala em melanoma, a mensagem não deve ficar apenas pela proteção solar. Essa proteção é importante, mas a prevenção passa também por conhecer a própria pele, perceber o que é habitual em cada pessoa e valorizar alterações que possam surgir com o tempo.

O que mudou na sua pele?

Todos temos sinais na pele, e muitos são completamente benignos. O ponto essencial é perceber se algum sinal ou mancha está diferente do habitual.

Há alterações que devem motivar atenção, como mudanças na forma, no tamanho, na cor ou nos limites de um sinal. Também devem ser valorizadas lesões que dão comichão, sangram, libertam líquido ou parecem uma ferida que não cicatriza.

Uma forma simples de orientar esta observação é a regra ABCDE:

A.Assimetria

Quando uma metade do sinal parece diferente da outra.

B.Bordos

Quando os limites são irregulares, pouco definidos ou diferentes do habitual.

C.Cor

Quando existem várias tonalidades no mesmo sinal ou uma mudança de cor.

D.Diâmetro

Quando o sinal aumenta de tamanho ou tem dimensão relevante.

E.Evolução

Quando há alteração ao longo do tempo: cresce, muda de forma, de cor, de relevo ou começa a causar sintomas.

Mais do que decorar regras, importa reter uma ideia simples: um sinal que muda deve ser observado.

O “sinal diferente” também conta.

Além da regra ABCDE, há outro conceito útil: o chamado “patinho feio”. Trata-se daquele sinal que parece diferente dos outros sinais da mesma pessoa.

Pode não ser o maior, nem o mais escuro, nem o mais visível. Mas se se destaca por ser diferente do padrão habitual da pele, merece atenção.

Por isso, observar a pele não deve ser um gesto apressado. Deve incluir zonas que muitas vezes ficam esquecidas: costas, couro cabeludo, orelhas, mãos, pés, entre os dedos e zonas menos expostas.

Em algumas áreas, a ajuda de outra pessoa ou uma fotografia pode facilitar a comparação ao longo do tempo.

A prevenção começa antes da consulta

A consulta médica é fundamental quando existe dúvida, mas a prevenção começa muitas vezes em casa: ao reparar numa alteração, ao não adiar a avaliação, ao estar atento à evolução de um sinal.

Algumas pessoas devem ter cuidado redobrado, nomeadamente quem tem pele clara, muitos sinais, antecedentes de queimaduras solares, história pessoal ou familiar de cancro da pele, imunossupressão ou exposição solar frequente por motivos profissionais ou de lazer.

Isto não significa que todas as alterações sejam graves. Significa apenas que devem ser avaliadas com o devido enquadramento clínico.

A pele deve ser vista com regularidade

O Dia do Euromelanoma é um momento de sensibilização, mas a atenção à pele deve fazer parte da rotina de saúde durante todo o ano.

Observar, comparar e procurar ajuda quando algo parece diferente são gestos simples que podem fazer diferença.

Na dúvida, fale com um profissional de saúde.

Consultas de Dermatologia disponíveis no Terra Quente Saúde – Hospital Mirandela.

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