Dia Mundial do Dador de Sangue: dar sangue é cuidar da comunidade

Dia Mundial do Dador de Sangue: dar sangue é cuidar da comunidade
14 de Junho, 2026

Dia Mundial do Dador de Sangue: dar sangue é cuidar da comunidade

Assinalado a 14 de junho, o Dia Mundial do Dador de Sangue lembra a importância da dádiva voluntária e regular para apoiar diferentes situações clínicas e reforçar a segurança dos cuidados de saúde.

No dia 14 de junho assinala-se o Dia Mundial do Dador de Sangue, uma data criada para valorizar a dádiva voluntária de sangue e sensibilizar a população para a necessidade contínua de sangue e componentes sanguíneos seguros. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, esta data pretende reforçar a importância das dádivas voluntárias e não remuneradas, fundamentais para garantir o acesso a sangue seguro sempre que necessário.

A dádiva de sangue é um gesto simples, mas com grande impacto. O sangue pode ser necessário em múltiplas situações clínicas, nomeadamente em cirurgias, acidentes, tratamentos oncológicos, doenças hematológicas, anemias graves, transplantes ou outras situações em que uma transfusão faça parte dos cuidados prestados.


Dar sangue é um gesto de responsabilidade e solidariedade

Dar sangue é uma forma concreta de cuidar da comunidade. Não depende apenas de momentos de emergência. A necessidade de sangue é permanente, porque muitos tratamentos e intervenções clínicas exigem disponibilidade regular de componentes sanguíneos.

Por isso, cada dádiva conta.

Mais do que um ato individual, a dádiva de sangue representa um compromisso coletivo com a saúde. É um gesto voluntário, regulado e realizado em condições de segurança, com avaliação prévia por profissionais habilitados.

Quem pode dar sangue?

Em Portugal, a candidatura à dádiva de sangue implica o cumprimento de critérios de segurança. De acordo com o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, o potencial dador deve sentir-se saudável, ter hábitos de vida saudáveis, ter pelo menos 50 kg e idade adequada para a dádiva. Antes de dar sangue, é realizada uma triagem clínica por um profissional de saúde qualificado.

Esta avaliação é essencial para proteger tanto a pessoa que dá sangue como a pessoa que poderá receber a transfusão.

Entre os critérios avaliados podem estar o estado geral de saúde, antecedentes clínicos, medicação, viagens recentes, comportamentos de risco, cirurgias, gravidez, infeções recentes ou outras situações que possam condicionar temporária ou definitivamente a dádiva.

Em caso de dúvida, a orientação deve ser sempre procurada junto dos serviços oficiais de colheita de sangue.

É preciso estar em jejum para dar sangue?

Não. A dádiva de sangue não deve ser feita em jejum. O SNS 24 recomenda que a pessoa se informe previamente sobre os cuidados a ter antes e depois da dádiva, incluindo alimentação, hidratação e repouso adequado.

No dia da dádiva, é importante sentir-se bem, estar hidratado e seguir as indicações dadas pela equipa responsável pela colheita.

Onde dar sangue?

A dádiva de sangue deve ser realizada nos locais autorizados para colheita, como serviços de sangue hospitalares, centros do Instituto Português do Sangue e da Transplantação ou brigadas de colheita devidamente organizadas.

O SNS 24 disponibiliza informação sobre a dádiva de sangue, incluindo quem pode dar sangue, onde dar sangue e que cuidados devem ser considerados.


Um gesto simples, uma necessidade permanente

No Dia Mundial do Dador de Sangue, o Terra Quente Saúde reforça a importância de manter viva esta cultura de responsabilidade, solidariedade e cuidado.

Dar sangue é um gesto simples. Para quem precisa, pode ser essencial.

A todos os que já são dadores, fica o reconhecimento pelo seu contributo. A quem pondera tornar-se dador, fica o convite para procurar informação junto dos pontos oficiais de colheita e confirmar se reúne as condições necessárias para o fazer.

Porque cuidar da saúde também é participar numa comunidade mais atenta, solidária e preparada.

Terra Quente Saúde

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